Crianças e adolescentes e a Internet

 

Basta acessar a Internet uma única vez para saber que existem conteúdos inapropriados para menores. Entretanto, também existe um mundo de ciência, cultura e oportunidades ao alcance dos pequenos dedos. Se antes era necessário viajar para conhecer uma peça do ballet ou esperar que viessem às grandes cidades, hoje com um acesso ao Youtube, é possível assistir aos melhores bailarinos do mundo. Como fazer para aproveitar apenas a parte boa da tecnologia?

Muitos pais proíbem seus filhos de acessar a Internet. O segredo está em monitorar e ceder um pouco mais à medida que fazem por merecer. Não há motivos para não confiar em crianças e adolescentes. São pessoas capazes de aprender, diferenciar o bem e o mal, se proteger, tudo isso quando são orientados e de acordo com sua idade e estágio do desenvolvimento.

Crianças abaixo dos 8 anos podem se beneficiar do uso do computador em jogos que beneficiem seu aprendizado. Porém, não é recomendado o acesso a chats e redes sociais.  Quando ficam maiores, se interessam em manter contatos com seus amigos e colegas através do computador. A questão é que pessoas com intenções não tão boas podem também alcançar essas crianças. Ensine-as a se protegerem:

Manual da boa conduta para pais:

1.       Contrate serviços de bloqueio de conteúdo impróprio no seu servidor, isso já fará boa parte do serviço por você.

2.       A princípio, não permita que crianças tenham contas em redes sociais. Existe um motivo para que exista uma idade mínima necessária para cadastro.

3.       Para adolescentes, as regras podem ser flexibilizadas. A permissão de redes sociais pode existir, desde que monitorado o que é acessado.

4.       Em todo caso, oriente para que não adicionem pessoas desconhecidas, mesmo que tenham amigos em comum.

5.       Predadores sexuais podem ser pessoas muito sedutoras, habilidosas e espertas. Um perfil aparentemente infantil que adiciona uma criança pode ser um adulto.

6.       Sempre é melhor orientar, conversar e aconselhar do que obrigar e mandar. Entretanto, é bom conferir, checar de vez em quando, para ter certeza do que realmente está acontecendo.

7.       Não é obrigatório que tenha a senha de acesso de seu filho(a), mas no momento da checagem é necessário que ele(a) faça login. É recomendado que ele(a) esteja perto, afinal, é a privacidade dele(a).

8.       As checagens ou “conferidas” devem ser ocasionais. O objetivo é garantir a segurança da criança e do adolescente, não romper a confiança que existe entre vocês. Não faça disso um hábito regular.

9.       Quanto melhor orientado seu filho for, mais estará seguro. É a mesma regra de instruir à atravessar a rua: nem sempre você estará lá, mas acredita que se ele aprender estará seguro.

10.   A Internet não é um monstro. É a ferramenta de ensino das novas gerações, sendo usada hoje em muitas escolas públicas e particulares. É preciso saber conviver, ao invés de temer ou proibir.

 

Stéphanie Sabarense - CRP DF 01/15412 – CRP GO 09/00726