O que é a terapia cognitiva?

 

A terapia cognitiva foi criada por Aaron Beck para tratamento de pessoas com depressão, porém, ao longo dos anos se mostrou muito eficaz também no tratamento de transtorno do pânico, fobias, dependência química, distúrbios alimentares, transtornos do pensamento e diversos outros casos.

A base dessa psicoterapia são as cognições: nossas atitudes, pensamentos, valores e crenças. O tratamento se baseia na ideia de que ao mudarmos a maneira em que "pensamos o mundo" e orientarmos nossas atitudes e comportamentos, monitorando nossos sentimentos a respeito dos fatos cotidianos, podemos conseguir uma mudança efetiva e saudável em nossos pensamentos, comportamentos, humor e sentimentos. Ou seja: trabalhar nosso pensamento para realizar as mudanças.

A terapia cognitiva é cooperativa, ou seja, o cliente/paciente tem um papel fundamental em sua mudança. Ao tomar parte do processo e tornar-se responsável por ele, o paciente torna-se também mais independente e capaz de lidar com suas dificuldades. A pretensão da terapia não é dizer: você é capaz, mude! Ao contrário, o papel do terapeuta é analisar junto ao paciente o que o faz pensar e agir dessa maneira, auxiliando na instrumentalização para a mudança, mostrando onde estão as ferramentas para que a mudança ocorra.

É uma abordagem breve, com duração entre quatro e seis meses para cada objetivo específico, podendo ser estendido de acordo com a necessidade de cada pessoa.  Possui objetivos específicos, que são estabelecidos no início da terapia e abordados conforme a necessidade. Ou seja, será trabalhada uma dificuldade de cada vez, para que o foco seja maior e os resultados possam aparecer com mais facilidade.

No decorrer do tratamento, podem ser necessárias parcerias com a família e amigos, que são chamados para a sessão visando fortalecer o vínculo e realmente ajudar a pessoa em terapia. Claro, tudo isso é combinado antes com a pessoa e varia de caso a caso. A intenção não é a invasão do espaço pessoal do paciente, e caso isso ocorra, deve ser revista essa intervenção.

E finalmente, o que acredito ser muito importante na terapia cognitiva: é uma abordagem que visa a independência da pessoa. Um dos objetivos é que o paciente se torne seu próprio terapeuta ao final da intervenção, sendo capaz de analisar suas próprias cognições e perceber sozinho os caminhos para a mudança. Saber buscar ajuda nos momentos de dificuldade é essencial, e o psicoterapeuta estará disponível caso a pessoa eventualmente não consiga lidar com suas próprias demandas, entretanto, o que é incentivado é que essa necessidade seja cada vez menor.

 

Espero que tenha esclarecido um pouco a curiosidade do leitor! Em caso de dúvidas, sugestões, revisões desse artigo, entre em contato: stephanie.sabarense@gmail.com.

 

Stéphanie Sabarense - CRP 01/15412 – CRP 09/007262