Suicídio: o que você sabe?

 

 

Nas sociedades ocidentais contemporâneas ditas civilizadas, o suicídio e o incesto são os maiores tabus. Iniciemos rompendo o silêncio: o que você sabe sobre suicídio? Confesse: já pensou nesse ato? Já desejou sua própria morte?

Boa parte da população pensa na própria morte, porém, a situação se torna preocupante quando a pessoa começa a planejar como irá fazer, quando tem acesso ao método planejado, quando o método planejado é letal e eficaz e quando a pessoa se encontra no grupo de risco.

Se você se encaixa em qualquer das situações acima, PROCURE AJUDA! Converse com alguém!  Pode parecer uma bobagem, mas os dados não mentem: são duas pessoas por minuto que provocam a própria morte. 25 por dia no Brasil, 3 mil por dia no mundo. Para cada suicídio bem sucedido, há 20 tentativas frustradas, pessoas que ficam feridas ou incapacitadas, segundo a OMS.  As estatísticas dizem ainda que para cada uma dessas tentativas frustradas, 17 pessoas pensaram gravemente em tentar suicídio. É muita gente que sofre do mesmo problema, todos os anos, aqui mesmo no Brasil e ao redor do mundo. Ou seja, você não está sozinho, ninguém precisa sofrer sozinho.

Estão dentro do grupo de risco para suicídio: portadores de doenças crônicas ou incapacitantes ou doenças mentais e psiquiátricas, tais como: paralisias, HIV, câncer, epilepsia, doença renal crônica, transtornos do humor (ex.: depressão); transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de álcool e drogas; transtornos de personalidade (principalmente borderline,  narcisista e anti-social); esquizofrenia; transtornos de ansiedade. Também se encontram em risco pessoas que passaram por perdas recentes (aposentados, em luto, desempregados, divorciados, separados, imigrantes), pessoas isoladas socialmente, pessoas impulsivas ou agressivas, com dinâmicas familiares conturbadas e problemas sérios no trabalho.

O suicídio também acontece em maior intensidade em algumas datas em que as pessoas ficam mais sensibilizadas: dia dos namorados, aniversários, Natal, Ano Novo, aniversários de mortes de entes queridos. Caso você esteja se sentindo especialmente abalado perto de algum desses eventos, procure um profissional ou pessoa próxima, não fique sozinho.  

O suicídio não é uma brincadeira. As pessoas que querem se matar avisam, não o fazem para manipular e estão em sério sofrimento. Leve a sério as ameaças. Procure ajuda profissional se estiver sofrendo.  Caso seu ente querido ou pessoa de confiança não o leve a sério, diga a ele a importância do seu sofrimento ou procure outra pessoa. 

 

Stéphanie Sabarense - CRP 01/15412